Nota de repúdio: em defesa da soberania da Venezuela e da paz na América Latina
- Comunicação STIVNF
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"Expressamos nosso total apoio à classe trabalhadora venezuelana, que é sempre a mais atingida por bloqueios, sanções e intervenções militares", diz a nota
Publicado: 03 Janeiro, 2026 - 11h00 | Última modificação: 03 Janeiro, 2026 - 11h27
Escrito por: CUT
A Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil), maior organização sindical da América Latina, vem a público manifestar seu mais veemente repúdio aos graves episódios de agressão externa ocorridos neste dia 3 de janeiro de 2026 contra a República Bolivariana da Venezuela.
Tais acontecimentos não representam apenas um ataque a uma nação soberana, mas uma afronta direta à estabilidade democrática de toda a nossa região e aos princípios fundamentais do Direito Internacional.
A tentativa de imposição de força e a violação da integridade territorial venezuelana são práticas imperialistas que não possuem lugar no século XXI.
Diante da gravidade dos fatos, a CUT reafirma:
1. Solidariedade de Classe: expressamos nosso total apoio à classe trabalhadora venezuelana, que é sempre a mais atingida por bloqueios, sanções e intervenções militares que desestabilizam a economia, destroem postos de trabalho e precarizam a vida.
2. Defesa da Autodeterminação: reiteramos que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo, sem ingerências externas, pressões militares ou coerções econômicas que ferem a Carta das Nações Unidas e a Carta da OEA.
3. Justiça Social e Soberania: Para a CUT, não existe defesa de direitos trabalhistas sem a defesada soberania nacional. A classe trabalhadora brasileira se coloca em prontidão contra qualquer tentativa de transformar o continente em palco de conflitos geopolíticos que servem apenas aos interesses alheios ao bem-estar dos nossos povos.
4. Defesa dos Direitos Humanos: Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, sequestrados em sua residência por militares norte-americanos.Não aceitaremos que a força se sobreponha ao diálogo e que a soberania de um povo irmão seja atropelada. A luta por democracia, paz e justiça social é internacional e indivisível. Pela paz na Venezuela! Pela soberania dos povos da América Latina!São Paulo,
Data de publicação: 03 de janeiro de 2026.
Sergio Nobre Presidente da CUT Brasil
Antonio Lisboa - Secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil







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